A influência das telas na formação dos hábitos alimentares das crianças no Brasil
Resumo
A crescente exposição das crianças às telas tem modificado de forma significativa seus
padrões alimentares e comportamentais. O ambiente digital, marcado por estímulos e
conteúdos persuasivos, favorece distração durante as refeições, redução da atenção
plena e maior consumo de alimentos ultraprocessados. Somam-se a isso fatores
familiares, socioeconômicos e rotinas aceleradas, que intensificam escolhas
alimentares inadequadas e contribuem para o sedentarismo e o aumento do risco de
obesidade infantil. Esta revisão bibliográfica analisou estudos publicados entre 2015 e
2025, identificados nas bases Google Acadêmico e SciELO. Foram selecionadas
pesquisas que investigaram a relação entre tempo de tela, publicidade digital e
comportamento alimentar infantil, considerando critérios de inclusão voltados para
evidências empíricas e abordagens atualizadas. Ao final do processo, 10 artigos
atenderam aos critérios estabelecidos e compuseram a síntese da revisão. Os achados
mostram associação consistente entre uso excessivo de dispositivos eletrônicos,
desregulação da saciedade, maior ingestão de ultraprocessados e redução do convívio
familiar nas refeições. Em contrapartida, práticas como refeições compartilhadas, limites
para telas e oferta de alimentos in natura demonstram papel protetor. Conclui-se que
ações educativas e estratégias integradas entre família, escola e serviços de saúde são
essenciais para mitigar os impactos negativos das telas na alimentação infantil.
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