Reflexo do racismo estrutural no cenário epidemiológico de autolesões em adolescentes em Pernambuco de 2014-2023

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Resumo

Introdução: No Brasil os transtornos mentais em adolescentes, como depressão, ansiedade e fobia social, tornaram-se mais comuns, especialmente entre aqueles em contextos de vulnerabilidade. A relação entre o racismo e a saúde mental no contexto brasileiro é marcada por uma violência estrutural que afeta a população negra desde a infância, potencializando o sofrimento psíquico. Objetivo: Analisar o cenário epidemiológico das autolesões em adolescentes no estado de Pernambuco entre 2014 e 2023, com ênfase no impacto do racismo estrutural. Métodos: Este é um estudo transversal, descritivo e analítico, baseado em dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Resultados: Foram registrados 9.127 casos de autolesão em adolescentes de 10 a 19 anos, sendo a maioria entre meninas de 15 a 19 anos. A população parda representou 74,74% dos casos, revelando desigualdades raciais significativas. Os principais métodos de autolesão utilizados foram envenenamento e corte, predominando entre adolescentes do sexo feminino. Conclusão: Se faz urgente a implementação de políticas públicas interseccionais, antirracistas e territorializadas, voltadas à promoção da saúde mental de adolescentes, especialmente os mais vulneráveis, reconhecendo o racismo como determinante social da saúde. O estudo reforça a importância do recorte racial para a formulação de ações de prevenção e cuidado eficazes.

Biografia do Autor

Thalya Bernardo, Universidade de Pernambuco (UPE)

Bacharel em Saúde Coletiva pela Universidade de Pernambuco (UPE)

José Lucas Costa, Universidade de Brasília (UnB)

Programa de Residência Multiprofissional em Vigilância em Saúde - Universidade de Brasília (UnB)

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Publicado

2026-09-15