Perfil epidemiológico e padrão alimentar em pacientes com esteatose hepática metabólica em Gurupi-TO
Resumo
A esteatose hepática associada à disfunção metabólica figura entre as principais causas de doença hepática crônica, relacionada ao aumento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis e de comorbidades como obesidade, diabetes e dislipidemias. Diante da elevada prevalência e da importância da atenção primária no manejo da condição, este estudo objetivou descrever o perfil clínico-epidemiológico e o padrão de consumo alimentar por grau de processamento em pacientes atendidos em Gurupi-TO. Realizou-se estudo observacional transversal com 23 indivíduos diagnosticados por ultrassonografia. Foram coletadas variáveis sociodemográficas, antropométricas, clínicas e bioquímicas. O consumo alimentar foi avaliado por Questionário de Frequência Alimentar validado e categorizado segundo a classificação NOVA. Observou-se elevada prevalência de excesso de peso (91,3%), predominância feminina e concentração etária entre 40 e 59 anos. Houve alta frequência de comorbidades metabólicas e consumo diário expressivo de ultraprocessados (87,0%) e bebidas açucaradas (95,7%). Embora parte da amostra mantivesse consumo frequente de alimentos in natura, a combinação com elevado uso de ingredientes culinários e ultraprocessados sugere padrão alimentar potencialmente desfavorável à evolução da doença. Conclui-se que os achados reforçam a necessidade de estratégias interdisciplinares na atenção primária, com foco na promoção da alimentação adequada, controle do peso e vigilância contínua dos fatores cardiometabólicos.
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