Impacto da vacinação contra o HPV na mortalidade por Câncer do Colo do Útero no Brasil: uma análise epidemiológica
Resumo
A infecção pelo papilomavírus humano (HPV) é a infecção sexualmente transmissível mais prevalente no mundo e representa o principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero. A vacinação contra o HPV foi introduzida como estratégia preventiva, porém sua efetividade na redução da mortalidade ainda requer análises epidemiológicas detalhadas. Este estudo observacional, retrospectivo e quantitativo utilizou dados do DATASUS (SIM e SI-PNI) via TabNet, analisando a mortalidade por câncer cervical (CID-10: C53) e a cobertura vacinal contra o HPV nos períodos pré-vacina (2005-2014) e pós-vacina (2015-2023), estratificados por ano, região, estado e faixa etária. Observou-se aumento de óbitos de 50.023 para 58.506, com variação média anual de 1,88% e 2,54%, respectivamente. A Região Sudeste concentrou a maioria dos casos, seguida do Nordeste, e a faixa etária de 50 a 59 anos foi a mais afetada. Conclui-se que, embora a vacinação represente um avanço na prevenção, sua efetividade depende da ampliação da cobertura vacinal, do fortalecimento do rastreamento e da redução das desigualdades regionais no acesso à saúde.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 AMAZÔNIA: SCIENCE & HEALTH

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
A Revista faz uso da Licença Creative Commons Atribuição-Não Comercial-Compartilha Igual 4.0 Internacional (CC BY-NC-SA 4.0)
Maiores informações sobre a licença disponível em: https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/deed.pt
- 1º Os autores cedem à Revista Amazônia: Science & Health os direitos autorais no momento em que submetem seus artigos à mesma. Os autores declaram que o artigo submetido não foi publicado, e não está sendo considerado para publicação, na íntegra ou em parte em outro periódico. Os autores assumem total responsabilidade pela originalidade do artigo, podendo incidir sobre os mesmos, eventuais encargos decorrentes de reivindicação, por parte de terceiros, em relação à autoria do artigo.
- 2º A reprodução total dos artigos da Revista em outros meios de comunicação eletrônicos de uso livre é permitida de acordo com a licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.
- 3º Para outras situações (reprodução parcial dos artigos, impressão em meio físico, entre outras) é necessária consulta e autorização prévia do Conselho Editorial.