CONTRARREFERÊNCIA NO PROCESSO DE DESOSPITALIZAÇÃO PARA A ATENÇÃO DOMICILIAR NA PERCEPÇÃO DE ENFERMEIROS
Resumen
A desospitalização configura-se como o processo de transição do cuidado, possibilitando a continuidade da assistência para o domicílio ou para serviços de menor complexidade. Este estudo teve como objetivo compreender a percepção dos enfermeiros, do hospital e da atenção domiciliar, sobre o processo de desospitalização, por meio da contrarreferência de pacientes em cuidados paliativos para atenção domiciliar. Trata-se de uma pesquisa de campo, na qual a coleta de dados foi conduzida por meio de entrevistas, utilizando um questionário semiestruturado e aplicado a nove enfermeiros. Os resultados demonstram que os enfermeiros reconhecem que a desospitalização, quando realizada adequadamente, traz vantagens tanto para o paciente quanto para a família, além de contribuir para a otimização de leitos hospitalares. No entanto, o processo é permeado por fragilidades, como identificação tardia de pacientes para a abordagem paliativa, comunicação deficiente entre os profissionais e serviços envolvidos e ausência de um fluxo efetivo de contrarreferência. Diante disso, infere-se a necessidade de capacitação profissional, comunicação integrada e adoção de protocolos unificados. Elementos fundamentais para a eficácia do processo de desospitalização, o que torna imprescindível a articulação de ações conjuntas entre gestores, profissionais e formuladores de políticas públicas.
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