A relação entre o uso de smartphones e o transtorno de ansiedade em jovens: uma revisão sistemática

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Resumen

O uso de smartphones é quase universal entre jovens de 19 a 25 anos e tem sido associado à “nomofobia”, caracterizada pelo uso problemático e contínuo dos dispositivos. Esta revisão sistemática, conforme o PRISMA 2020, analisou 13 estudos (≈4.500 participantes) publicados entre 2010 e 2024 nas bases PubMed, SciELO, Cochrane e BVS. O tempo médio de uso variou de 4 a 7 horas diárias, especialmente à noite, relacionando-se à pior qualidade do sono e aumento de sintomas ansiosos. Mecanismos como fear of missing out (FOMO), comparação social e uso passivo de aplicativos mostraram relação bidirecional entre ansiedade e uso excessivo. Achados neurobiológicos apontaram alterações no córtex cingulado anterior e nos níveis de GABA, com melhora após intervenções comportamentais como abstinência e terapia cognitivo-comportamental. Persistem lacunas quanto à padronização diagnóstica e falta de estudos longitudinais. Conclui-se que o uso desregulado de smartphones afeta negativamente a saúde mental de jovens, demandando ações preventivas e terapêuticas integradas.

Publicado

2026-09-15