Estudo Descritivo sobre o Perfil Epidemiológico da Violência Interpessoal no Brasil (2015 – 2024)
Resumen
A violência interpessoal constitui um agravo à saúde pública, atravessado por dimensões biopsicossociais. Este estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico da violência interpessoal no Brasil entre 2015 e 2024, considerando variáveis sociodemográficas e territoriais. Trata-se de estudo, epidemiológico de abordagem quantitativa, descritiva, realizado a partir de dados secundários de domínio público, provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponibilizados pelo Painel de Violência Interpessoal do Ministério da Saúde. Os resultados indicaram predominância de notificações entre mulheres, sobretudo nas faixas etárias de 20 a 39 anos, refletindo desigualdades de gênero e vulnerabilidades em relações afetivo-conjugais. Observou-se maior concentração de casos na população parda, evidenciando a centralidade do marcador racial. A distribuição territorial demonstrou maior número absoluto de casos nas regiões Sudeste e Nordeste. Conclui-se que a violência interpessoal é um fenômeno estruturado por desigualdades sociais, de gênero e raça, sendo imprescindível o fortalecimento das políticas intersetoriais de prevenção, proteção e cuidado, especialmente na Atenção Primária à Saúde e na Rede de Proteção Social.
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